Superação da violência sexual: religiosos reafirmam compromisso

comrpomiso contra la violencia (Aliança Anglicana  IEAB)

A cidade de Londres foi palco, nos dias 9 e 10 de fevereiro, de uma Consulta Inter-Religiosa reunindo representantes de diversas religiões, além de leigos, cujo objetivo foi falar de um tema bastante atual: a superação da violência sexual no contexto dos conflitos armados e em todas as sociedades em que o status das mulheres e meninas ainda é de subserviência. O vice-presidente do CONIC e atual primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB), dom Francisco de Assis, esteve presente.
Defesa dos valores da fé e dos direitos humanos; superação da impunidade e promoção da justiça; apoio às sobreviventes de violência sexual; envolvimento dos homens e jovens no enfrentamento da violência e processos de reconciliação e construção da paz foram alguns dos tópicos trabalhados.
O grupo, que também contou com a participação do arcebispo da Cantuária, Justin Welby, da ativista e atriz Angelina Jolie e do secretário do governo britânico para assuntos de enfrentamento à violência sexual, William Hague, encerrou as atividades com uma Declaração de Mobilização das Religiões.
“Em termos de Brasil, espero que nossas organizações ecumênicas e nossas igrejas aprofundem a reflexão sobre o tema, e que pressionemos o governo para adoção de políticas públicas que efetivamente deem suporte às vítimas, já que temos uma boa lei, que é a Maria da Penha, mas o poder público não tem garantido a aplicação dela com eficácia”, afirmou dom Francisco.
Confira alguns dos compromissos da Declaração:
1. Levantar vozes contra a violência sexual em todas as circunstâncias e oportunidades;
2. Juntar esforços para evitar que meninas e mulheres, homens a rapazes estejam livres da ameaça de violência sexual em qualquer lugar do mundo;
3. Colocar-se em solidariedade com todas as pessoas afetadas por este tipo de violência;
4. Lutar para implementação de leis que protegem e promovem a justiça para pôr fim à violência sexual e outras formas de violência de gênero.
Foto: Aliança Anglicana / IEAB

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