Igreja-membro do CMI no Sudão do Sul lança material sobre reconciliação

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A Igreja Episcopal do Sudão do Sul e a diocese de Wau, no Sudão, desenvolveram um curso chamado “Reconciliar – Avançando Rumo à Paz”, que convida as pessoas a serem pacificadores nesta época de Quaresma.
A iniciativa da igreja chega em meio ao conflito no Sudão do Sul, que já afetou gravemente suas comunidades desde a independência do Sudão, em 2011.
Elaborado pela equipe da diocese de Wau, da Igreja Episcopal do Sudão e do Sudão do Sul, uma igreja-membro  do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), o curso engaja a comunidade em discussão e oração. O conteúdo oferece uma visão africana sobre o cristianismo e enfoca questões relacionadas à paz. O curso tenta estimular a participação, a descoberta e toca questões ligadas à fé. Os temas incluem o tribalismo, as causas do conflito, violência doméstica e a compreensão da paz.
O material pode ser obtido gratuitamente no website da diocese de Wau e é planejado para ser desenvolvido em seis sessões.
“Coisas horríveis aconteceram no Sudão do Sul. Coisas que precisam acabar para que possamos ter paz. Mas a paz não vem sem reconciliação”, disse o Bispo Moses Deng-Bol, da diocese de Wau. “Este curso pretende mostrar a reconciliação tal qual ela ‘e ensinada na Bíblia”, acrescentou.
“Esperamos ter uma celebração de Páscoa alegre e pacífica este ano. Trata-se de um tempo especial para nós. Por favor, lembrem-se de nós em suas orações e de todos os desafios que o Sudão do Sul tem diante de si, e especialmente dos pacificadores que trabalham para trazer a reconciliação para cada parte do país”, disse Deng-Bol.
“O CMI demonstra apreço com a notícia do curso sobre reconciliação desenvolvido pela diocese de Wau. É uma boa contribuição para a implementação do convite feito pela X Assembleia do CMI, que convidou todas as igrejas a juntarem-se à peregrinação de justiça e paz”, afirmou Isabel Apawo Phiri, secretária geral associada do CMI para Testemunho Público e Diaconia.
“Trata-se de um claro exemplo do ministério da igreja num contexto marcado por sofrimento. Tornamo-nos o canal da cura que Jesus oferece às comunidades que sofrem”.
“Que Deus abençoe e expanda tais ministérios de cura a todas as comunidades onde o povo de Deus sofre por conta de conflitos internos e externos”, acrescentou Phiri.
Com informações do CMI
Foto: Reprodução

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