Morte de cuatro indios chiquitanos: “Nenhuma pátria se constrói sem o efetivo cumprimento do Direitos Humanos”

BRASIL-BOLIVIA-

Índios chiquitanos da comunidade de San José de la Frontera, na Bolívia, acusam a polícia brasileira de matar quatro caçadores da aldeia perto da fronteira com o Brasil. Os homens teriam sido confundidos com traficantes. O caso ocorreu na terça-feira, dia 11 de agosto. Nesta quarta-feira (2) o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) enviou uma equipe na região para apurar os fatos.

O povo chiquitano vive na área desde antes que fosse traçada a fronteira entre Brasil e Bolívia e a comunidade indígena se estende sobre o território dos dois países. “As informações que chegaram até nós são muito fragmentadas. Precisamos de mais elementos, mas o fato é que esses homens foram assassinados”, afirma Gilberto Viera dos Santos, membro do CIMI do MT.

O Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana de Mato
Grosso-CDDPHMT, criado pelo Decreto nº 380 de 09 de novembro de 1987,
atualizado pela Lei nº 7.817 de 09 de dezembro de 2002, que tem como
finalidade consoante dispõe o Art. 3º, incisos, VI e VII ” denunciar e investigar violações dos direitos humanos ocorridas no Estado de Mato Grosso; receber, examinar e encaminhar às autoridades competentes, petições, representações, denúncias ou queixas de qualquer pessoa ou entidade, por desrespeito aos direitos humanos”, vem a presença de Vossa Excelência denunciar e requerer o que segue:

Nesta semana se comemora no Brasil a Semana da Pátria. Contudo,
não podemos ter real amor à nossa Pátria se não respeitarmos a diversidade que a compõem e, ainda mais, não se pode expressar este amor e ao mesmo tempo desrespeitar os povos vizinhos da Bolívia, país que faz fronteira com o Mato Grosso e que além de outros elementos em comum é habitado pelo povo Chiquitano, que ao longo dos séculos vem sendo vítima do avanço da fronteira brasileira sobre seus territórios tradicionais, preexistentes ao estabelecimento das faixas demarcatória entre os Estados.


Segundo informações enviadas por indígenas da região fronteiriça
Brasil-Bolívia e colhidas em redes sociais, no dia 11 de agosto 2020 foram
assassinados na região de San Matías (Bolívia), por agentes do Grupo
Especial de Fronteira (Gefron), os indígenas: Paulo Pedraza Chore, Ezequiel Pedraza Tosube, Yonas Pedraza Tosube e Arcindo Sumbre García, todos da
comunidade San José de la Frontera.

Com estas informações, representantes do Conselho de Defesa dos
Direitos da Pessoa Humana de Mato Grosso (CDDPH-MT), do Centro Burnier
Fé e Justiça, Forum de Direitos Humanos e da Terra (FDHT-MT), do Centro de Direitos Humanos Dom Máximo Bienneés, da Federação dos Povos indígenas FOPOINT e do Conselho Indigenista Missionário realizaram, no dia 02 de setembro, missão “in locu” para diálogos com as famílias e comunidade dos indígenas assassinados e com autoridades locais. Relatos dos familiares e amigos indicam execução com atos de crueldade. Relataram que havia sinais de tortura, como por exemplo vítimas com perna e clavícula quebradas, rosto deformado e corpo com várias escoriações.

O depoimento completo pode ser lido aqui

Fuentes: Pagina Unica e propias

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