Nota da Presidência da IECLB: um ano de Covid-19 no Brasil

Até quando, Senhor, te esquecerás de mim? Será para sempre? Até quando esconderás de mim o teu rosto? Até quando estarei relutando em minha alma, com tristeza no coração cada dia? Até quando o meu inimigo se exaltará sobre mim? (Salmo 13.1-2)

No dia 26/02/2020 foi confirmado o primeiro caso do novo coronavírus no Brasil. Passou-se um ano, e a pandemia de Covid-19 já tirou a vida de mais de 250 mil pessoas em nosso país. Neste mês de fevereiro, a média diária está acima de 1.000 mortes pela doença. A dor e as dificuldades são imensas. A paciência e o ânimo parecem se esgotar. Até quando, meu Deus, até quando? A partir de uma experiência de muita aflição, o Salmo 13 levanta a pergunta e implora a Deus uma resposta. Até quando?

A produção de vacinas trouxe uma perspectiva alentadora, mas não há como prever o fim da pandemia. Infelizmente, a vacinação ocorre muito lentamente em nosso país. A falta de planejamento e o descaso ficaram evidentes em diversos momentos. É necessário reivindicar agilidade do poder público na disponibilização das vacinas, e fazermos também a nossa parte. A pergunta do Salmo 13 volta-se para nós. Até quando pessoas continuarão a agir de forma irresponsável? Até quando pessoas continuarão a negar a gravidade desta crise?

Diante do contínuo aumento de casos de Covid-19, a Presidência da IECLB reforça a orientação de manter os esforços para diminuir a disseminação do vírus. Evitar aglomerações, manter distância adequada, usar máscaras e adotar medidas de higiene, como lavar as mãos com frequência, são ações básicas que cada pessoa pode realizar. Em relação a encontros comunitários presenciais, pedimos que nossas Comunidades sigam as orientações de seus respectivos Sínodos e dos órgãos de saúde. Quando encontros presenciais se fizerem necessários, que sejam tomadas todas as precauções.

Os cuidados reduzem significativamente as chances de disseminação e contágio. Entretanto, estamos diante de um inimigo invisível e poderoso. Mesmo agindo com prudência, pessoas podem contrair o vírus. Felizmente, a grande maioria das pessoas infectadas não sofre consequências graves. Nos alegramos com as mais de nove milhões de pessoas que foram curadas, e agradecemos a todas as pessoas da área da saúde pela perseverança na tarefa de salvar vidas. Expressamos nossa dor pela doença e pelo luto. Rogamos a Deus que dê ânimo e conforte as pessoas em sofrimento.

Estamos em um momento muito crítico e teremos meses difíceis pela frente. Com vacinas, responsabilidade pessoal e compromisso social, temos possibilidades de barrar o avanço destrutivo do vírus. A fé no trino Deus nos compromete com a vida e o bem-estar das outras pessoas. A fé nos estimula a praticar diaconia e a exercer solidariedade. Pela fé, alimentamos a esperança. Que possamos, também com o Salmo 13, expressar nossa confiança em Deus, dizendo: “Quanto a mim, confio na tua graça; que o meu coração se alegre na tua salvação” (Salmo 13.5).

Pa. Sílvia Beatrice Genz
Pastora Presidente

P. Odair Airton Braun
Pastor 1º Vice-Presidente

P. Dr. Mauro Batista de Souza
Pastor 2º Vice-Presidente

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