A saúde deve ser prioridade no Brasil

“O desdobramento da crise humanitária no Brasil como resultado de uma resposta mal administrada à COVID-19 tem como consequência um elevado custo em vidas e meios de subsistência dos brasileiros quando os políticos não conseguem enfrentar a realidade dos fatos em uma emergência de saúde pública. Com o terceiro maior número de casos COVID-19 do mundo, o panorama atual do Brasil é sombrio; no entanto, não somos obrigados a manter este rumo. Na verdade, temos a obrigação de mudar de rumo antes que a pandemia ceife milhares de vidas brasileiras a mais”, afirma Aids Healthcare Foundation (AHF), a maior ONG mundial de luta contra o HIV/aids.

Como resultado de atrasos e decisões que foram contra as boas práticas de saúde pública, o Brasil perdeu o acesso ao que seria cerca de 316 milhões de doses de vacina combinadas entre as quantidades oferecidas pela COVAX e pela Pfizer, o suficiente para vacinar aproximadamente 78% da população do país. Isto teria dado aos institutos nacionais de pesquisa Butantan e Fiocruz tempo suficiente para produzir o restante das vacinas para cobrir toda a população.

À beira do colapso sob a pressão de milhões de pacientes gravemente enfermos, o sistema de saúde tem que enfrentar a escassez de oxigênio, a falta de leitos hospitalares, trabalhadores exaustos ou doentes da linha de frente e novos picos de infecção, desta vez com uma nova variante do SARS-CoV-2 que surgiu recentemente em Manaus, Amazonas.

É imperativo que os esforços de vacinação sejam acelerados e estrategicamente direcionados primeiro para as comunidades mais afetadas. Nossa única chance de superar e combater o perigo de novas variantes do SARS-CoV-2 é vacinar o maior número possível de pessoas no menor período possível.

A comunidade internacional deve se unir no apelo aos líderes brasileiros para que façam tudo ao seu alcance para garantir que o país tenha vacinas suficientes para toda a população; isto significa estar disposto a negociar, colaborar e envolver-se com parceiros internacionais e iniciativas globais como a COVAX, enquanto aumenta os investimentos de capital e recursos humanos na capacidade nacional de produção de vacinas.

Confira a íntegra: https://alc-noticias-media-bp.s3.us-west-2.amazonaws.com/2021/03/10220708/AHF-A-saude-deve-ser-prioridade-no-Brasil-09.03.21.pdf

Aids Healthcare Foundation (AHF) é a maior ONG mundial de luta contra o HIV/aids. Atualmente, provém atenção, tratamento e cuidados a 1,5 milhão de pessoas em 45 países. No Brasil desde 2013, a AHF tem projetos em São Paulo, Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Manaus, Parintins/AM e Tabatinga/AM. Para mais informações sobre a
AHF, acesse www.ahbrasil.com (em breve) e siga nossos perfis nas redes sociais: Instagram (@AHF.Brasil), Facebook (@BrasilAHF) e Twitter (@Brasil_AHF).

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