Em livro sobre mineração, autores reúnem oposição ao modelo de expropriação mineral no Brasil

“Mineração: Realidades e Resistências” fala sobre os movimentos de resistência que questionam a falta de participação popular nas questões minerárias, além de influências político-partidárias e impactos causados pelas técnicas de mineração.

O livro traz o resultado de pesquisas sobre os impactos e as tragédias decorrentes do modelo de mineração utilizado no Brasil, além de movimentos populares e instituições que atuam como resistência às consequências que a atividade pode acarretar, como os desastres em Brumadinho e Mariana. Karine Gonçalves Carneiro, da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) conta que a questão central desses movimentos não é a mineração, mas as técnicas utilizadas durante o processo, pois “são escolhas que não acontecem em outros países que também são mineradores”. 

Outra questão levantada é a relação entre a mineralização e a política. A professora afirma que boa parte das empresas atua através de “um modus operandi  que se beneficia da influência político-partidária” e que elas não abrem espaço para a participação popular no que diz respeito às estratégias de mineração a serem adotadas, desconsiderando “os saberes do povo e da própria Academia”. Para Karina, “não há neutralidade nenhuma nesse tipo de ciência minerária”, pois “responde a determinadas necessidades econômicas para poder atingir um maior lucro”. 

A obra é uma parceria entre o Projeto Brasil Popular (PBP), o Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), o Grupo de Estudos e Pesquisas Socioambientais (Gespa) da Ufop e o Laboratório de Estudos sobre Trabalho, Sociabilidade e Saúde (LETSS) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Além de Karina, participam os pesquisadores Murilo da Silva Alves, Tatiana Ribeiro de Souza, Charles Trocate e Marcio Zonta.  

Os interessados podem baixar o livro Mineração: Realidades e Resistências neste link.

Fuente: https://jornal.usp.br/radio-usp/em-livro-sobre-mineracao-autores-reunem-oposicao-ao-modelo-de-expropriacao-mineral-no-brasil/

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