XXIII Assembleia da Fundação Luterana de Diaconia inicia com Culto de Ação de Graças pelos 40 anos do COMIN

XXIII Assembleia da Fundação Luterana de Diaconia

Formado por representantes dos 18 sínodos da IECLB e membresia nata, o conselho se reuniu, entre os dias 24 e 25 de maio, em Porto Alegre (RS), para apreciação e aprovação de relatórios e para posse e instalação das novas conselheiras, conselheiros e diretoria, com mandato de 2022 a 2026.

A celebração pelos 40 anos do Conselho de Missão entre Povos Indígenas foi conduzida pela Pa Cibele Kuss, secretária executiva da FLD-COMIN-CAPA, juntamente com P. Cristov Kayser, presidente do conselho do COMIN, Diác. Irléci Klitzke Thomas, do Sínodo Espírito Santo a Belém, e P Sandro Luckmann, coordenação geral do COMIN.

“O COMIN hoje se pauta pela parceria e ação conjunta com os povos indígenas, em seguir no diálogo intercultural para que de fato a vida seja digna para todas as pessoas indígenas e não indígenas. Damos graças ao trino Deus que cria, sustenta e propaga a diversidade de culturas, línguas, costumes, tradições, vidas nos diferentes lugares e tempos. Vidas indígenas importam”, afirma Sandro.

A agência de cooperação internacional Pão Para o Mundo (PPM) se fez presente por meio de uma carta de parabenização. “Agradecemos muito por todos estes anos de trabalho e de ótima cooperação com PPM. Desejamos a vocês muito sucesso na sua luta para um Brasil mais justo, e desejamos muita força e esperança também em tempos desafiantes.” Confira na íntegra clicando AQUI

À noite, houve um momento cultural onde uma grande fogueira foi acesa com a presença da Kujã Kaingang, Iracema Gãh Té Nascimento, e do coordenador do Conselho Indigenista Missionário – CIMI Sul, Roberto Liebgott. “O COMIN e o CIMI surgem da mesma essência evangélica: estar com aquelas e aqueles que mais precisavam de vida, esperança, terra e direitos”, ressaltou Roberto. As pessoas foram convidadas a colocar gravetos na fogueira e Iracema explicou que esse ato coletivo representava o fortalecimento da causa indígena: “Aqui falo eu, mas atrás de mim está um povo e todo o movimento indígena.”

RELATÓRIOS

O relatório narrativo, apresentado no primeiro dia da assembleia, apontou que o Programa de Pequenos Projetos (PPP) teve, em 2021, 101 propostas apoiadas, sendo 29 no Edital de Fortalecimento e Soberania de Territórios; 50 no Edital de Ajuda Humanitária; 8 projetos pontuais e 14 de Ajuda Humanitária. “Por meio do PPP,  grupos da sociedade civil recebem apoio em iniciativas nas áreas temáticas de Justiça Econômica, Justiça Socioambiental, Diaconia, Direitos e Ajuda Humanitária, sendo que Justiça de Gênero e Justiça Socioambiental são critérios transversais”, Julia Witt, assessora de projetos

Também foram apresentados resultados e desafios dos programas, projetos e iniciativas executadas pela FLD: Governança e secretaria executiva; Planejamento, monitoramento e avaliação; Incidência; Assessoramento e defesa e garantia de direitos; Conselho de Missão entre Povos Indígenas; Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia; Rede de Comércio Justo e Solidário; Nem Tão Doce Lar; Comitê dos Povos e Comunidades Tradicionais do Pampa; Educação para a Solidariedade e Paz; Assessoria a organizações de Catadoras e Catadores de Materiais Recicláveis; Comunicação; Captação de Recursos; Formação de equipes; e Projeto Político Pedagógico.

O Relatório Narrativo foi aprovado por unanimidade, assim como o Relatório Financeiro, o Parecer do Conselho Fiscal, o Plano de Ação e o Orçamento para 2022, apresentado pelo coordenador da Área Administrativa e Financeira, Júlio Zellmann. 

CONSELHO DELIBERATIVO

O segundo dia foi marcado pela posse e instalação do novo Conselho Deliberativo e eleição da nova Presidência, Diretoria e Conselho Fiscal.

As novas conselheiras e conselheiros, são: Rudibert Rueckert, do Sínodo da Amazônia; Roseli Maria de Souza, do Sínodo Brasil Central; Ana Cássia Maus Wink, do sínodo Centro Campanha Sul; João Bartsch, do Sínodo Centro-Sul Catarinense; Irléci Klitzke Thomas, do Sínodo Espírito Santo a Belém; Alécio Patzlaff, do Sínodo Nordeste Gaúcho; Fábio Bernardo Rucks, do Sínodo Noroeste Riograndense; Gilberto Raul Zwetsch, do Sínodo Norte Catarinense; Rosane Pletsch, do Sínodo Paranapanema; Liani Plegge, do Sínodo Planalto Rio-Grandense; Tânia Elizabete Auler, do Sínodo Rio dos Sinos; Alvori Ahlert, do Sínodo Rio Paraná; Herbert Emil Knup, do Sínodo Sudeste; Germano Ehlert Pollnow, do Sínodo Sul-Rio-Grandense; Cleci Terezinha Koch, do Sínodo Uruguai; Mirian Ratz, do Sínodo Vale do Itajaí; e Ronald Markus, do Sínodo Vale do Taquari. 

A nova presidência eleita pelo novo conselho é formada por: Alécio Patzlaff, do Sínodo Nordeste Gaúcho, como presidente, e Roseli Maria de Souza, do Sínodo Brasil Central, como vice-presidenta.

A nova diretoria executiva eleita é composta por: Fábio Bernardo Rucks, do Sínodo Noroeste Riograndense, presidente, Rosane Pletsch, do Sínodo Paranapanema, vice-presidenta, Mirian Ratz, do Sínodo Vale do Itajaí, secretária, Alvori Ahlert, do Sínodo Rio Paraná, vice-secretário, Cleci Terezinha Koch, do Sínodo Uruguai, tesoureira, e Herbert Emil Knup, do Sínodo Sudeste, vice-tesoureiro.

Para o novo conselho fiscal foram eleitas e eleitos: Grasiella da Silva CoimbraGraziele Damasceno Scherer e Valerio Weirich, como titulares, e Alci SaickAltemir Labes Lodi Uptmoor Pauly, como suplentes.

A membresia nata é composta por Carla Vilma Jandrey, da coordenação de Diaconia e Inclusão da IECLB; Roberto Boebel, suplente do Conselho da IECLB; e Carlos Gilberto Bock, suplente da Secretaria Geral da IECLB.

Presenças

Estiveram presentes como convidadas e convidados representantes dos conselhos do CAPA  e do COMIN: Raquel del Socorro Jarquín Rivas, secretária do conselho do COMIN, e Cristov Kayser, presidente do conselho do COMIN; Carla Sbruzzi, do CAPA Santa Cruz; Mário Maass e Lauro Eloi Fleck, do CAPA Rondon; e Fábio Steinert, do CAPA Pelotas. Como consultoria, participaram Cláudia Castanho Dutra e Leonardo Kauer Zinn, Assessoria Jurídica da FLD, Heitor Piovam, Empresa Planners Auditoria. 

Equipe e coordenações da Fundação participaram da assembleia na organização dos documentos, logística e apresentação de relatórios.

ENFRENTANDO O RACISMO, CONSTRUINDO RESPEITO: LUTA E RESISTÊNCIA DOS POVOS INDÍGENAS NO BRASIL

A assembleia terminou com reflexões acerca do racismo contra os povos indígenas em roda de diálogo com Marcos Vesolosqzki, assessor de projetos de FLD-COMIN e indígena do povo Kaingang, e Sandro Luckmann, coordenador da FLD-COMIN. As pessoas presentes foram provocadas a pensar sobre ideias e práticas preconceituosas.  Marcos ressaltou que falar sobre povos indígenas é falar sobre conquista, luta e resistência e que é preciso entender e respeitar as diferentes culturas indígenas presentes no país. A negligência em relação à garantia dos direitos indígenas prova que o apoio e a atuação de FLD-COMIN-CAPA junto ao movimento indígena se faz cada vez mais necessário, afirmou. “Temos o compromisso de sermos multiplicadores das perspectivas não racistas em relação aos povos indígenas”.

Esse compromisso fica como um dos desafios às conselheiras e aos conselheiros e às demais pessoas presentes nos dois dias de assembleia, assim como trabalhar a temática indígena nos espaços da IECLB como forma de superar situações de preconceito e racismo.

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