Suprema Corte de Israel apoia radicais contra o Patriarcado de Jerusalém

CONIC-

No dia 8 de junho o Supremo Tribunal de Israel emitiu uma decisão rejeitando as últimas tentativas do Patriarcado Ortodoxo Grego de Jerusalém de anular uma decisão de julho de 2017 que validava a expropriação de suas propriedades no Portão de Jaffa (Bab Al-Khalil) em favor da organização radical israelense Ateret Cohanim.

A entidade religiosa trava uma batalha legal para tentar reverter esta situação há 17 anos.

Em nota, o Patriarcado de Jerusalém considerou a decisão do tribunal injusta, ilegal e ilógica, já que a organização radical e seus apoiadores seguiram métodos fraudulentos para adquirir imóveis cristãos em um dos locais mais importantes das culturas árabes islâmica e cristã na Cidade Sagrada.

Nos últimos anos, o Patriarcado lançou uma dispendiosa campanha jurídica, midiática e diplomática para pressionar as autoridades israelenses a impedirem que organizações radicais tomassem essas propriedades. As tentativas, no entanto, sob constante pressão contrária dessas frentes radicais e de seus agentes aos órgãos decisórios, não foram bem sucedidas.

O Patriarcado afirmou que continuará apoiando os inquilinos palestinos em sua resistência nessas propriedades (localizadas especialmente na Cidade Velha), e que é inabalável em sua batalha para conter a política racista e a agenda da extrema-direita em Israel, que visa erodir as múltiplas identidades de Jerusalém impondo uma nova realidade – de supremacia judaica – dentro dela.

Radicais invadiram Patriarcado esta mesma semana

Dois dias antes, 6 de junho, pela manhã, o Patriarcado de Jerusalém teve sua sede atacada por um grupo de cerca de 50 extremistas israelenses. Os radicais romperam o portão e a grade e forçaram a entrada no local, uma capela localizada na colina de São Sião.

Com informações da FEPAL

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