“Jesus disse: tenho sede, havia lá um cântaro de vinagre; fixaram uma esponja embebida nesse vinagre na ponta de um ramo de hissopo e aproximaram-na de sua boca. Logo que tomou o vinagre, Jesus disse: ‘Tudo está consumado’”. (Jo 19:28b-30a )A Páscoa é a festa da ressurreição de Cristo. É a vitória da vida sobre a morte! A Páscoa é a possibilidade de esperançar novos tempos (Jo 3:16). No entanto, para que a ressurreição de Jesus se tornasse real, Ele teve de sofrer, passar pela morte dolorosa, a morte na cruz.
A condenação e a morte de Jesus ocorreram num contexto de regime político opressivo, que se aliava a um poder religioso legalista – que abandonou a dimensão da graça de Deus. A fé neste Jesus crucificado e ressuscitado exige, por óbvio, que nos coloquemos contrários a qualquer forma de violência. A ressurreição de Cristo representa a vitória da vida sobre uma morte violenta e injusta. Portanto, enquanto pessoas cristãs, não podemos cruzar os braços enquanto a aliança entre o poder político, religioso e econômico segue semeando cruzes.
“Na tarde deste mesmo dia, que era o primeiro da semana, estando as portas da casa em que se achavam trancadas… Jesus veio, pôs-se no meio deles e lhes disse: A paz esteja convosco. Enquanto falava, ele lhes mostrou as mãos.” (Jo 20:19,20a)
Reflitamos sobre a Paz de Cristo crucificado e ressuscitado em contextos de cruzes que se multiplicam.
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – CONIC